melanoma cutâneo
Saber quando e como biopsar uma lesão suspeita é importante para se atingir um prognóstico adequado
Um homem de 51 anos, natural do norte da Europa, que trabalha ao ar livre pergunta-lhe o que acha de um «sinal» localizado na face. A lesão não tem o aspecto clássico de um melanoma como os que já tinha observado e ainda é muito pequeno.
Deverá ter uma atitude expectante e vigilante ou fazer uma biopsia?
Optar por detecção precoce
Dada a possível predisposição genética deste doente para cancro da pele e a sua regular exposição prolongada à luz solar seria prudente, depois da observação directa, realizar uma biopsia.
Factores de risco
Os factores de risco do melanoma incluem, história pessoal ou familiar de melanoma e a presença de múltiplos nevus. Os nevus são considerados fac· tor de risco se o indivíduo apresenta mais nevus do que é habitual, tanto em número como na aparência e no tamanho. Outros factores de risco incluem pele clara, exposição solar excessiva, história de queimaduras solares graves, utilização de aparelhos de solário, imunossupressão e exposição ocupacional a determinados químicos.
A exposição a luz ultravioleta permanece como o factor de risco melhor associado ao desenvolvimento de melanoma cutâneo; no entanto, a patogénese permanece largamente mal esclarecida. Isto é especialmcnte verdade em doentes com sensibilidade aumentada aos ulrravioletas por pele de tipo claro e tendência para queimadura. O uso de protector solar é recomendado para a prevenção de todos os tipos de cancro de pele; no entanto, a sua utilização pode promover uma exposição aumentada aos ultravioletas pelo falso sentimento de protecção. Além disto, a aplicação correcta (por ex., reaplicação frequente) raramente acontece.